quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Castro Almeida no papel de Fernando Ulrich

O Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, a propósito da devastação gerada pela depressão Kristin, sugeriu que as pessoas afetadas usem o salário de janeiro até que no final de fevereiro cheguem as ajudas do Estado, 537 euros por pessoa ou 1074,26 euros por agregado familiar, remetendo o restante para as companhias de seguro.

A falta de sensibilidade social de Castro Almeida recorda-nos que integrou o governo do PSD de Passos Coelho que – não obstante o difícil período de governação durante a troika – ficou marcado pela insensibilidade comunicacional, com expressões como “não ser piegas”, “brutal aumento de impostos” ou o “aguenta, aguenta” da banca. 

Ora, numa leitura mais histórica, convém recordar que os regimes autoritários do século XX, na Europa, emergiram, de entre as várias causas, à custa da insensibilidade social dos governos de então, depois do crash da bolsa de Nova Iorque e do consequente empobrecimento generalizado. 

De facto, as democracias morrem por dentro. 

© fotografia de Hossein Nasr

Sem comentários:

Enviar um comentário