Donald Trump encarna o mundo de Orwell da pós-verdade, em que os factos se submetem à narrativa do momento, e as contingências desse momento são retrospetivas, ou seja, ajudam a recompor a história e a memória.
É, por isso, que o memorando de entendimento negociado com o Irão nos é vendido como uma vitória retumbante pelo presidente norte-americano, porque a urgência é maior do que as tecnicidades políticas de um conflito que só por ilusão de glória Trump achou que poderia ganhar.

