O relatório “Portugal, Balanço Social 2025”, da Universidade Nova, é claro: apesar da redução do índice de pobreza em Portugal, persistem desigualdades e um número muito elevado de crianças está abaixo do limiar da pobreza. Idosos e famílias monoparentais estão, igualmente, em risco. Estes dados são preocupantes.
De acordo com o relatório, em 2025, 15,4% da população residente estava em risco de pobreza, correspondendo a cerca de 1,66 milhões de pessoas. Isto representa uma descida face a 2024, quando a taxa era 16,6% (pp. 31–32). Mas a esse dado positivo é necessário acrescentar marcadores sociais que mapeiam a pobreza em Portugal. Assim, os grupos onde a pobreza aparece de forma mais estrutural são os desempregados, agregados com muito baixa intensidade laboral, famílias monoparentais, idosos sozinhos e famílias numerosas, a que acrescem as populações de baixa escolaridade e territórios pouco povoados. Neste capítulo, a distribuição regional de pobreza aponta para o Alentejo, os Açores, a zona Oeste e Vale do Tejo e para o Centro como especialmente incidentes.
